Brincadeiras Infantis Deixe um comentário

Você já pensou no quanto você gostava de jogar bola, pular corda e empinar pipa? Nós amávamos essas brincadeiras e elas fizeram parte dos melhores momentos da nossa infância.

No entanto, estes jogos e brincadeiras não fazem mais tanto parte do mundo dos nossos filhos, isso porque eles estão perdendo espaço para o mundo digital. E isso te preocupa não é mesmo?!

Em uma realidade em que cada vez mais a tecnologia faz parte do nosso cotidiano, não é difícil encontrar crianças que mal sabem amarrar os sapatos, mas já conseguem usar smartphones e tablets quase que com maestria.

Qual a melhor opção para os seus filhos? Jogos Físicos versus Digitais

Com isso, quando o assunto é jogos e brincadeiras digitais, novos conceitos aparecem sobre os cuidados com a infância e muitas dúvidas surgem:

  • Será que essa precoce introdução no mundo das tecnologias faz bem para os nossos pequeninos?
  • Será que as brincadeiras físicas deveriam ser priorizadas em relação às digitais?
  • Será que os jogos digitais são saudáveis para as nossas crianças?
É muito importante a atenção dos pais para equilibrar os jogos físicos e digitais.

Você já deve ter se feito essas perguntas, no entanto não há respostas simples para elas. Mas fique calmo e continue lendo este artigo até o final, pois, nele você vai saber quais são os mitos sobre as brincadeiras digitais e como equilibrar essa relação entre os jogos físicos e digitais de maneira saudável para os seus filhos.

Porque brincar é importante?

Com a inocência infantil, tudo vira diversão e brincadeira

Boa parte dos especialistas, como James Heckman, vencedor do Nobel em Economia, aponta que o investimento contínuo e prolongado durante a infância tende a reduzir drasticamente inúmeros problemas que podem aflorar na vida adulta, como o vício e a violência.

Esses investimentos incluem à saúde, educação e a alimentação. Todavia, o ato de brincar também é fundamental para o desenvolvimento dos seus filhos.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsis (EUA) constataram que as crianças que sofreram algum tipo de negligência ou que não foram estimuladas a brincar, possuem um tamanho reduzido da amígdala e do hipocampo, que são estruturas cerebrais que atuam na tomada de decisão e na saúde emocional das pessoas.

Isso significa que o ato de brincar é fundamental para o crescimento saudável e desenvolvimento integral dos pequeninos.

Quais os benefícios das brincadeiras?

Uma vez que os seus filhos possam se movimentar sozinhos, ou seja, quando eles já tiverem autonomia, torna-se muito importante que você os incentive a brincar, pois a brincadeira já é um aprendizado em si que serve de base para o desenvolvimento intelectual. Por exemplo:

  • Educação: desfazendo a incompreensão de certos conteúdos quando são apresentados de maneira divertida por meio das regras e atitudes que as brincadeiras exigem;
  • Psicomotricidade: ajudando no desenvolvimento dos movimentos físicos de maneira saudável;

Todavia, as crianças do século XXI, com o surgimento da era digital, mudaram drasticamente as suas formas de brincar. As tecnologias usadas pelos pequeninos ganharam muita força e espaço em suas vidas. Deste modo, como os pais e professores deveriam equilibrar os jogos e brincadeiras digitais com a necessidade de atividades físicas ao ar livre das crianças pequenas?

Mitos e o medos do mundo digital

Os jogos e as brincadeiras digitais são um novo conceito na educação e não são uma moda passageira.

Como ainda não há um consenso entre os especialistas sobre os malefícios e benefícios destas novas tecnologias, optamos por apontar os mitos existentes e destacar os possíveis benefícios e quais cuidados que devem ser tomados.

Crianças que jogam video games são mais violentas (MITO)

A mídia adora colocar a culpa da violência nos jogos digitais, contudo a agressão simulada é totalmente diferente de uma agressão real.

Quando os vídeo games são culpados por influenciarem tragédias ou atitudes horríveis, o que se passa é a impressão de que se está querendo encontrar a resposta mais simples para um problema extremamente complicado, deixando de lado questões sociais, econômicas e psicológicas.

Ainda que não se possa fazer uma generalização, destaca-se que nos últimos anos, dos jogos lançados:

  • 53% foram classificados para todas as idades e sem conteúdo violento;
  • 30% para o público acima de 14 anos;
  • Apenas 16% apresentavam conteúdo violento e destinado para o público adulto;

Você pode saber mais sobre o assunto ao acompanhar a entrevistacom a pesquisadora Beatriz Blanco sobre a controvérsia de que os vídeo games incitam a violência.

Cultura e vídeo games são coisas completamente diferentes (MITO)

Os jogos digitais acabaram influenciando várias pessoas a se interessarem por artes, gostarem de música e até a começarem a ler.

Há alguns anos eles vêm sendo usados como método de ensino transversal nas escolas.

Na década de 90, jogos como “Carmen Sandiego” e “Mario is Missing!” faziam com que os jogadores precisassem responder perguntas sobre geografia, história e matemática para conseguirem prosseguir no jogo.

São exemplos de jogos educativos gratuitos nos dias atuais:

Para ajudar a trabalhar o português

Você pode encontrar uma ampla variedade de jogos que podem ser baixados no seu celular e utilizados para ajudar no desenvolvimento cognitivo dos seus filhos.

Os vídeo games podem causar sedentarismo (VERDADE)

As crianças como adultos podem desenvolver um apreço muito grande pelos jogos, podendo passar desde poucos minutos até horas e noites a fio sentadas na frente da tela do computador ou celular. De longe, este é um dos principais malefícios a serem destacados sobre os vídeo games, podendo causar:

  • Obesidade por não movimentarem os corpos;
  • Problemas cardiovasculares precoces;
  • Propensão para atrofia muscular;
  • Além de dores generalizadas.

Com a supervisão dos pais, esses malefícios podem ser evitados com uma dieta saudável e com a execução de atividades físicas ao ar livre.

Atualmente, a Educação Física tem se preocupado muito com a saúde e condição de vida dos nossos pequeninos, você pode ler mais sobre o impacto que os jogos eletrônicos têm sobre o sedentarismo.

Os jogos eletrônicos ajudam a desenvolver a coordenação motora (VERDADE)

Mais do que uma diversão, os jogos eletrônicos podem ajudar a desenvolver a coordenação motora fina. Pois, para manipular o joystick ou a tela do celular, as crianças precisam desenvolver as suas capacidades de movimentos delicados e sensíveis, além de uma coordenação entre os olhos e as mãos, conhecida pelos profissionais da saúde como “coordenação óculomodal”.

O estímulo destas capacidades e habilidades normalmente são desenvolvidas na primeira infância e fazem parte da vida da criança durante toda a vida. No mundo real, essas habilidades são fundamentais para quem deseja:

  • Tocar um instrumento musical;
  • Desenhar;
  • Realizar trabalhos manuais, como escultura e modelagem.

Você pode colocar em prática outras tantas dicas para trabalhar a coordenação motora fina do seu filho.

Slowparenting (Pais sem pressa)

Na contração a essa tendência do mundo digital, alguns pais ainda preferem as crianças se desenvolvam lentamente e ao seu tempo.

Inspirados por esta ideia, no Brasil, ocorreu no ano de 2016 a 2° SlowFun Brasília, um encontro que tinha como lema que “em um mundo de velocidade máxima, a ideia de movimento SlowParenting é criar os filhos em velocidade mínima”.

Este movimento propõe que pais e filhos desliguem os aparelhos eletrônicos e interajam entre si. Dedicados a brincar sem pressa, à interação entre as famílias toma lugar de destaque.

Contudo, apesar de alguns pais simplesmente deixarem seus filhos ficarem totalmente imersos nos jogos digitais e outros, pelo contrário, proibirem totalmente, na verdade se torna possível (e mais sensato!) se estabelecer um equilíbrio entre ambos.

Equilibrando o digital e o virtual

Os jogos e as brincadeiras eletrônicas são um novo conceito para a educação e podem ser usados de maneira benéfica como maléficas. As palavras moderação e uso consciente surgem como fundamentais para se conseguir equilibrar a relação entre o mundo virtual e o físico no desenvolvimento saudável dos seus filhos.

Avalie se há necessidade deles possuírem um celular ou smartphone. Não parece ser nada razoável que uma criança muito pequena possua o seu próprio aparelho, no entanto, para as crianças que precisam passar algum tempo sem os pais, o smartphone, desde que seja instruído a usar da forma adequada, torna-se um aparelho fundamental para a segurança do pequenino.

Se por um lado o mundo digital pode oferecer uma enormidade de informações, por outro lado, os pais precisam estar atentos às questões de segurança das criancinhas. Afinal, eles estão acessando a internet? Quais os sites? Com quem eles estão conversando? Eles estão jogando e consumindo conteúdos próprios para as suas idades? Essas questões são fundamentais para os pais atentos!

Existem algumas ferramentas que podem te auxiliar no monitoramento das atividades dos seus filhos e o bloqueio de alguns conteúdos impróprios para eles.

O mais importante para diminuir estes riscos, é manter um diálogo com as crianças, por isso sente-se com os seus filhos e tente os orientar a usar essas novas tecnologias de forma adequada.

Estabelecendo regras

Embora possa parece difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o uso saudável e o exagerado, você deve estabelecer regras para regular o uso que os seus filhos fazem dos aparelhos eletrônicos.

Para que essas regras possam surtir algum efeito, você vai precisar se questionar sobre o seu próprio uso dos smartphones, tablets e computadores. Você não está os usando demais? Pois, não adianta nada impor uma regra aos seus filhos se você não der um bom exemplo.

Por fim, busque convidar os seus filhos para realizarem algumas atividades ao ar livre. Tente deixar o celular de lado por algumas horas e saía com os seus filhos para andar de bicicleta, brincar na pracinha do bairro, soltar pipa, jogar bola ou mesmo levar o cachorro para passear.

Também existe uma infinidade de brinquedos que ajudam o seu filho a se movimentar e praticar a socialização com amigos e familiares, jogando jogos de tabuleiros, saindo um pouco de frente da telinha, portanto use-os a seu favor e brinque com as crianças. Alguns exemplos são:

Mantendo o equilíbrio entre as brincadeiras

Muito bem! Agora que você aprendeu sobre alguns dos mitos, malefícios e benefícios que circulam acerca das brincadeiras do mundo digital e das brincadeiras físicas, não se esqueça de tentar manter o equilíbrio entre estes dois mundos.

Gostou deste artigo? Quer ler mais sobre esse assunto? Não sabe a onde comprar os melhores brinquedos educativos? Acompanhe nossa blog e siga-nos no Facebook e Instagram.

Deixe uma resposta